RAGNAROK
- Equipe Wizard Journal

- 12 de mai. de 2020
- 2 min de leitura

A muito tempo vagava uma criatura entre os homens, tal criatura colossal tinha poder suficiente até mesmo para desafiar os Deuses, suas histórias embalaram muitos corações que ansiavam por coragem e determinação.
Na floresta escura, localizada ao longe do pé da montanha perdida tinha um boato sombria que era sussurrado pelos mortos da floresta, os espíritos que vagavam por lá, assombravam os viajantes e caçadores que adentravam as matas virgens e densas, e essas histórias que os fantasmas das sombras contavam eram quase impossíveis de acreditar.
Entretanto, os anciões relataram para os jovens que buscavam o fogo da coragem em suas almas tais acontecimentos vividos na misteriosa floresta, falavam sobre o tormento dos espíritos com tanta certeza que ludibriava a mente de todos ali que testemunharam tal conto fantasioso e ao mesmo tempo fantástico.
Deixe-me contar-lhe este breve e suave conto…
Antes mesmo dos Deuses se tornarem Deuses e subirem aos céus, criaturas bestiais e seres espectrais caminhavam sobre a terra. O confronto quase nunca cessava entre os seres imortais, muitos dos combates causaram destruições que alcançaram os céus devastando áreas florestais e criando gigantescos oceanos.
Uma criatura que se destacava dentre os seres colossais que jaziam presentes no III mundo, era o Fenrir, tal abominação era um lobo gigante com garras capazes de destruir montanhas, uma fera que destruía tudo e todos que atravessavam o seu caminho.
Fenrir era um lobo imponente, forte e muito astuto, porém, não tinha o dom de prever acontecimentos futuros. Em um solstício de inverno, alguns seres do III mundo armaram uma emboscada para subjugar a fera incontrolável.
Vários corpos foram estraçalhados pelas garras de Fenrir, pedaços de crânios expostos ao solo, tripas espalhadas pelo chão e uma enorme cortina de sangue que aumentava conforme o confronto permanecia.
Parece que nada funcionava contra esse monstro, tudo que era jogado ou usado contra o enorme corpo da fera não surtia efeito algum.
Fenrir continuava lutando contra seus supostos caçadores, seu aspecto ímpeto parecia inabalável perante ameaças tão fracas. O mesmo continuava partindo os corpos frágeis de tais criaturas humanoides como se não fossem nada, muitos foram devorados, a boca da criatura estava coberta de um líquido avermelhado que escorria pelos seus lábios e pingava do alto de seus caninos exageradamente enormes.
A luta parecia estar decidida, talvez nada seria capaz de anular o grandioso monstro. Até que um ascendente guerreiro se mostra promissor, este guerreiro criou uma corrente com elementos que nem mesmo Fenrir podia destruir.
A composição desta corrente era feita das raízes da montanha sombria, de sons que não podem ser ouvidos e de elementos que não podem ser sentidos. A corrente é lançada em direção a Fenrir, o mesmo tenta desviar porém a magia da corrente era forte e conseguiu captura-lo, a criatura bestial enfurecida se debatia, tentando inutilmente solta-se de seu elo que o prendia agora e também para a eternidade.
No entanto, após Fenrir ser acorrentado nas profundezas do solo, ainda se podia sentir seu devaneio e ira por ter sido aprisionado, sua ira podia ser sentida tanto na terra quanto no céu, e muitos acreditam que se Fenrir conseguir soltar-se de sua prisão o Ragnarok cairá novamente sobre todos nós.
H. Reed






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